Publicado na Revista Estado da Arte, n. 1, 2020

Este artigo apresenta o conceito de mídia tática, seu surgimento nas formas de ativismo associadas à mídia, bem como suas raízes na ética punk e no pensamento de Michel de Certeau, com objetivo de identificar suas manifestações no campo das artes visuais, e em particular na arte contemporânea brasileira. Acreditamos que esse conceito, ainda pouco explorado por estudiosos da arte, pode ativar novos olhares para trabalhos artísticos que fazem uso subversivo e poético das mídias de massa, desviando-as de seus fins originais.

3 respostas a “Mídia tática como conceito operativo nas artes visuais”

  1. […] O que chamamos de mídia tática caracteriza-se pelo uso dos veículos de comunicação para fins não comerciais e subversivos. Trata-se de um conceito que se firmou na década de 1990, na Europa e Estados Unidos, para denominar práticas baseadas na lógica “faça você mesmo” (do it yourself), presente na ética punk, como estímulo para a criação de novas formas de comunicação com o público. A categoria mídia tática ganha diferentes desdobramentos no campo das artes visuais: imagens que se confundem com anúncios publicitários, mas, na verdade, não vendem nada – e em vez disso carregam conteúdo poético (como os cartazes do Atrocidades Maravilhosas); intervenções artísticas clandestinas ou com caráter de factoide nos jornais, TV, revistas e outros meios de comunicação; reapropriação crítica de signos do mundo da publicidade; ou ainda desvios e alterações efetuadas em mídias de sinalização e comunicação, como fez Ducha ao transformar a imprensa em veículo de uma intervenção artística. As relações entre arte contemporânea e mídia tática são abordadas com maior aprofundamento em outro artigo, intitulado Mídia tática como conceito operativo nas artes visuais (leia aqui). […]

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  2. Oi Thiago, amanhã te mando email, por hora queria comentar a pesquisa/arquivo que temos levantado. Parece que há tanto para tramar mesmo entre as artes e as mídias livres, e tanto que as narrativas das artes deixam de fora sobre as mídias livres e as redes de produção que extravasam os circuitos artísticos. Talvez seja legal olhar para o Arquivos Táticos (que fez parte da expo Arte Veículo) https://notanatlas.org/pt-pt/cartografia-visual-arquivos-taticos/ e o editorial que fiz para a Periódico Permanente, há bons 7 anos http://www.forumpermanente.org/revista/revista/numero-2
    Abs Cristina Ribas

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    1. Oi Cristina. Muito legal te ver aqui. E também uma grande coincidência, pois há dois dias eu estava editando um artigo que menciona você, os Arquivos Táticos, o Desarquivo e outros projetos. Se trata, na verdade, de um texto sobre o Ricardo Rosas e os desdobramentos da mídia tática no Brasil. É um fragmento da minha dissertação de mestrado, onde consigo abordar tudo isso com maior profundidade, e será publicado na Revista Caju daqui a duas semanas. http://revistacaju.com.br/
      Aguardo seu email e espero que possamos ter boas trocas. Abraço.

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