Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: 20 anos de arte e mídia tática com lambe-lambes no Rio de Janeiro

Há cerca de 20 anos atrás, Alexandre Vogler começava a articular o que seria a primeira grande ação artística colaborativa de colagem de lambe-lambes no Rio de Janeiro – mídia que até então era pouco ou talvez ainda não explorada por artistas visuais cariocas. Cartazes lambe-lambe geralmente são vistos em tapumes, muros ou postes, anunciando … Continue lendo Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: 20 anos de arte e mídia tática com lambe-lambes no Rio de Janeiro

Homens de bem contra imagens do mal | Revista Poiésis

Alexandre Vogler, Tridente, 2006 A tentativa de interdição, por grupos cristãos, a uma intervenção urbana do artista Alexandre Vogler, bem como a perseguição pela polícia e por civis a trabalhos artísticos de Guga Ferraz, levanta discussões sobre a destruição de imagens e a potência a elas atribuída pelo olhar de quem as nega e as … Continue lendo Homens de bem contra imagens do mal | Revista Poiésis

O que pode haver de conservador na arte?

Para alguns, falar de uma “arte conservadora” é um paradoxo, pois a arte nada conserva, ela tensiona e questiona. Outros, contudo, não veem contradição nesse termo e defendem as práticas a que ele remete, alegando a necessidade de frear um alargamento e remodelação do conceito de arte. Há ainda quem afirme que toda arte é … Continue lendo O que pode haver de conservador na arte?

Guga Ferraz: arte diante de conflitos urbanos | Atas do XIII Encontro de História da Arte da Unicamp

Atas do XIII Encontro de História da Arte: Arte em Confronto, 2019 Em 2003, o nome de Guga Ferraz circulou na mídia como o artista que “vandalizou” as placas de pontos ônibus do Rio de Janeiro, após colar nas mesmas adesivos em formato de chamas de fogo, como forma de sinalizar os recorrentes incêndios a … Continue lendo Guga Ferraz: arte diante de conflitos urbanos | Atas do XIII Encontro de História da Arte da Unicamp

Imagem, natureza e apreensão do efêmero: das gravuras de Hokusai às fotografias de Jeff Wall

No século XIX o Japão experimentou profundas mudanças políticas e sociais com a abertura do país para o comércio exterior, após um longo período de isolamento. Isso culminou, a partir da metade do século, em um processo de ocidentalização do Japão. Mas houve, de certa maneira, uma reciprocidade nesse processo. A imagem do Japão e … Continue lendo Imagem, natureza e apreensão do efêmero: das gravuras de Hokusai às fotografias de Jeff Wall

Tropicália e as capas de discos brasileiros dos anos 1960

A década de 1960 foi caracterizada por rupturas em diversos campos e por movimentos que visavam uma sociedade mais pacífica e igualitária. No Brasil, foi uma época turbulenta marcada por uma longa ditadura militar que se iniciava em 1964 e se enrijecia a partir de 1968, com o AI-5, tornando prisões, torturas e desaparecimentos parte … Continue lendo Tropicália e as capas de discos brasileiros dos anos 1960

Quando a arte incomoda mais do que aquilo a que ela alude

O filósofo francês Jacques Rancière afirma que não há diferença entre denunciar a potência de uma imagem ou negá-la, pois os dois atos expressam a mesma ansiedade diante de sua potência, assim como o reconhecimento da mesma. Ao tratar também de iconoclastia, a filósofa Marie José-Mondzain compreende que todo poder tem suas imagens e recusa … Continue lendo Quando a arte incomoda mais do que aquilo a que ela alude