Artigos e ensaios

Por que destruímos imagens?

Trataremos aqui da violência contra as imagens. Mais especificamente da destruição de monumentos públicos e de possíveis significados desse gesto. Para tanto, é importante pontuar brevemente a relação entre imagem, morte e memória, que remonta às primeiras experiências de produção de visualidades e ainda permanece no cerne da imagem como potência simbólica. No Egito Antigo,… Continuar lendo Por que destruímos imagens?

Artigos e ensaios

Arte e antifascismo no jornal “O Homem Livre” (1933-1934)

Em 1933, chegavam ao Brasil notícias sobre a ascensão dos fascistas ao poder na Alemanha. Aqui, a Ação Integralista Brasileira (AIB) já se organizava desde o ano anterior, unificando grupos fascistas em diferentes partes do Brasil. Tal conjuntura fez ampliar o movimento antifascista no Brasil, à princípio radicado na capital paulista, e o fez acelerar… Continuar lendo Arte e antifascismo no jornal “O Homem Livre” (1933-1934)

Críticas

Imagem, saturação, superexposição: sobre Aleta Valente e Marcela Cantuaria

Um dos fatores que tornam a arte um campo inesgotável é sua inevitável contaminação pelas novas tecnologias e pelos problemas por elas introduzidos. Há séculos atrás, surgimento da pintura à óleo, com sua capacidade mimética sem precedentes, tornou a imagem um meio de ostentação de poder e de bens materiais de seus proprietários. Mais tarde,… Continuar lendo Imagem, saturação, superexposição: sobre Aleta Valente e Marcela Cantuaria

Críticas

Só Love – Carlos Contente

A diluição de fronteiras entre arte e cotidiano é uma das principais marcas do trabalho de Carlos Contente. Esse processo se dá de duas maneiras: quando o artista replica sobre os muros da cidade seus trabalhos, por meio de carimbos e estênceis (prática que realiza desde 2002), ou quando Contente, fazendo o caminho inverso, leva… Continuar lendo Só Love – Carlos Contente

Críticas

Um bispo caído e uma bala perdida

Como um artista mantém uma identidade em sua produção ao longo de duas décadas de trajetória sem cair na mesmice? É uma atitude comum da crítica dividir a produção de artistas em “fases” e não é raro para o público, ao se deparar com uma exposição de um artista consolidado, estranhar a presença de obras… Continuar lendo Um bispo caído e uma bala perdida

Artigos e ensaios

Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: 20 anos de arte e mídia tática com lambe-lambes no Rio de Janeiro

Há cerca de 20 anos atrás, Alexandre Vogler começava a articular o que seria a primeira grande ação artística colaborativa de colagem de lambe-lambes no Rio de Janeiro – mídia que até então era pouco ou talvez ainda não explorada por artistas visuais cariocas. Cartazes lambe-lambe geralmente são vistos em tapumes, muros ou postes, anunciando… Continuar lendo Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: 20 anos de arte e mídia tática com lambe-lambes no Rio de Janeiro

Artigos e ensaios, Publicações externas

Homens de bem contra imagens do mal | Revista Poiésis

Alexandre Vogler, Tridente, 2006 A tentativa de interdição, por grupos cristãos, a uma intervenção urbana do artista Alexandre Vogler, bem como a perseguição pela polícia e por civis a trabalhos artísticos de Guga Ferraz, levanta discussões sobre a destruição de imagens e a potência a elas atribuída pelo olhar de quem as nega e as… Continuar lendo Homens de bem contra imagens do mal | Revista Poiésis

Artigos e ensaios

O que pode haver de conservador na arte?

Para alguns, falar de uma “arte conservadora” é um paradoxo, pois a arte nada conserva, ela tensiona e questiona. Outros, contudo, não veem contradição nesse termo e defendem as práticas a que ele remete, alegando a necessidade de frear um alargamento e remodelação do conceito de arte. Há ainda quem afirme que toda arte é… Continuar lendo O que pode haver de conservador na arte?

Críticas

Por uma não-objetividade

Desde que podemos falar de um regime estético da arte, que se dá com o advento da modernidade - segundo a tese de Jacques Rancière -, a arte liberou-se não apenas de sua qualidade retórica, como também de qualquer regra específica e de hierarquias de tema e gênero. A arte assume-se como um campo autônomo,… Continuar lendo Por uma não-objetividade

Críticas

Arqueologia da ausência e espectros do passado

Na noite de 10 de maio de 1933, uma multidão se formou na Opernplatz (atual Bebelplatz), em Berlim, para a realização de um grande evento conduzido pelos nazistas: a queima de cerca de 20 mil livros. Entre os autores-alvo dessa ação furiosa estavam Sigmund Freud, Karl Marx, Albert Einstein, Franz Kafka, Rosa Luxemburgo, Bertolt Brecht,… Continuar lendo Arqueologia da ausência e espectros do passado