Análise do novo circuito: periferia e antropofagia

A segunda década do século XXI está prestes a chegar ao fim. É uma difícil tarefa criar classificações em torno da produção artística dos últimos vinte anos – sobretudo se considerarmos a velocidade das transformações tecnológicas e comunicacionais e a reação que provocaram na arte. Contudo, já é possível enxergar nos anos mais recentes características singulares no que diz respeito aos agentes do circuito artístico, … Continuar lendo Análise do novo circuito: periferia e antropofagia

Participação e coletividade na arte contemporânea japonesa

Em 2015, a artista japonesa radicada em Berlim, Chiharu Shiota, esteve no Brasil para realizar sua primeira exposição individual em solo latino-americano. Em Busca do Destino esteve em cartaz no Sesc Pinheiros, em São Paulo, de setembro de 2015 até janeiro de 2016, com curadoria da brasileira Teresa Arruda, e contou com a participação do público brasileiro na construção das obras. A exposição trouxe três … Continuar lendo Participação e coletividade na arte contemporânea japonesa

Objeto popular – Vote

Começo a escrever este texto por volta das sete e meia da manhã de um domingo, 7 de outubro de 2018, dia de eleições presidenciais. O cenário é de incerteza e medo, uma vez que quem lidera as pesquisas é um candidato conhecido por suas declarações fascistas, machistas, homofóbicas, além de ser defensor de torturadores, da ditadura militar e do porte de armas. A esquerda … Continuar lendo Objeto popular – Vote

Alegoria – ou mula sem cabeça: a cidade que casou com o Bispo

Guga Ferraz realiza sua primeira individual na Artur Fidalgo Galeria apresentando trabalhos inéditos, realizados desde 2014. Reconhecido principalmente pelas intervenções de caráter crítico e dissensual que executa em espaços públicos desde o ano 2000, em sua exposição, composta por desenhos e esculturas, Guga não se desvencilha de seu processo de investigação sobre / na cidade, a começar pelo título: Alegoria – ou mula sem cabeça: … Continuar lendo Alegoria – ou mula sem cabeça: a cidade que casou com o Bispo

Junho de 2013, 5 anos depois – Uma retrospectiva através da arte

Em 2018, assumi o desafio de ser um dos co-curadores da exposição Junho de 2013 – 5 anos depois, realizada no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica sob coordenação geral de Daniele Machado e Gabriela Lúcio. Falo em desafio porque realizar uma exposição que tenta historicizar fatos tão recentes, um processo histórico ainda em curso, não é tarefa fácil. Devo assinalar que não tenho medo … Continuar lendo Junho de 2013, 5 anos depois – Uma retrospectiva através da arte