Revista Indisciplinar, n. 4, v. 3, 2017

O presente artigo trata de dois midnight movies que deram protagonismo a pessoas marginalizadas e consideradas anormais pela sociedade: Freaks, com atores reais de freak shows, e The Rocky Horror Picture Show, com um personagem transgênero. O texto demonstra como esses filmes subverteram estereótipos, padrões de gênero e de normatividade e como, ao longo dos anos, saíram de uma situação de marginalidade e o público passou a se identificar com seus personagens. Freaks, de 1932, tende a humanizar os personagens que eram vistos como monstros pela sociedade enquanto os personagens que correspondem aos padrões eugênicos são retratados como vilões. Já em The Rock Horror Picture Show, de 1975, um típico casal heterossexual tem sua vida transformada ao serem convidados a passar uma noite no castelo de Frank-N-Furter, um alienígena transgênero que se relaciona sexualmente com ambos e os transforma em drag queens. Esses filmes atacam os padrões de normatividade e fazem com que o público se identifique com o “outro”. A “anormalidade” desses personagens é tratada como algo comum ou até mais interessante diante do mundo “normal”. Ambos os filmes são resgatados no contexto da contracultura, inseridos no circuito dos midnight movies, e até hoje podem ser considerados símbolos dos movimentos minoritários.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s