Por uma não-objetividade

Desde que podemos falar de um regime estético da arte, que se dá com o advento da modernidade – segundo a tese de Jacques Rancière -, a arte liberou-se não apenas de sua qualidade retórica, como também de qualquer regra específica e de hierarquias de tema e gênero. A arte assume-se como um campo autônomo, autossuficiente, sem compromisso com o mundo exterior. Clement Greenberg, no … Continuar lendo Por uma não-objetividade

Arqueologia da ausência e espectros do passado

Na noite de 10 de maio de 1933, uma multidão se formou na Opernplatz (atual Bebelplatz), em Berlim, para a realização de um grande evento conduzido pelos nazistas: a queima de cerca de 20 mil livros. Entre os autores-alvo dessa ação furiosa estavam Sigmund Freud, Karl Marx, Albert Einstein, Franz Kafka, Rosa Luxemburgo, Bertolt Brecht, Walter Benjamin, Marcel Proust, H. G. Wells e muitos outros, … Continuar lendo Arqueologia da ausência e espectros do passado

Guga Ferraz: arte diante de conflitos urbanos

Em 2003, o nome de Guga Ferraz circulou na mídia como o artista que “vandalizou” as placas de pontos ônibus do Rio de Janeiro, após colar nas mesmas adesivos em formato de chamas de fogo, como forma de sinalizar os recorrentes incêndios a veículos que vinham ocorrendo na cidade. Desde então, outras ações realizadas pelo artista chamaram atenção da polícia e dos veículos de comunicação. … Continuar lendo Guga Ferraz: arte diante de conflitos urbanos

Quando a arte incomoda mais do que aquilo a que ela alude

O filósofo francês Jacques Rancière afirma que não há diferença entre denunciar a potência de uma imagem ou negá-la, pois os dois atos expressam a mesma ansiedade diante de sua potência, assim como o reconhecimento da mesma. Ao tratar também de iconoclastia, a filósofa Marie José-Mondzain compreende que todo poder tem suas imagens e recusa ao contra-poder ter sua visibilidade e, portanto, interrompe a busca … Continuar lendo Quando a arte incomoda mais do que aquilo a que ela alude