Homens de bem contra imagens do mal

A tentativa de interdição, por grupos cristãos, a uma intervenção urbana do artista Alexandre Vogler, bem como a perseguição pela polícia e por civis a trabalhos artísticos de Guga Ferraz, levanta discussões sobre a destruição de imagens e a potência a elas atribuída pelo olhar de quem as nega e as destrói. A partir de teóricos como Jacques Rancière, W. J. T. Michell, Marie-José Mondzain … Continuar lendo Homens de bem contra imagens do mal

O que pode haver de conservador na arte?

Para alguns, falar de uma “arte conservadora” é um paradoxo, pois a arte nada conserva, ela tensiona e questiona. Outros, contudo, não veem contradição nesse termo e defendem as práticas a que ele remete, alegando a necessidade de frear um alargamento e remodelação do conceito de arte. Há ainda quem afirme que toda arte é política e, portanto, seria incoerente cerceá-la a uma prática e … Continuar lendo O que pode haver de conservador na arte?

Por uma não-objetividade

Desde que podemos falar de um regime estético da arte, que se dá com o advento da modernidade – segundo a tese de Jacques Rancière -, a arte liberou-se não apenas de sua qualidade retórica, como também de qualquer regra específica e de hierarquias de tema e gênero. A arte assume-se como um campo autônomo, autossuficiente, sem compromisso com o mundo exterior. Clement Greenberg, no … Continuar lendo Por uma não-objetividade

Arqueologia da ausência e espectros do passado

Na noite de 10 de maio de 1933, uma multidão se formou na Opernplatz (atual Bebelplatz), em Berlim, para a realização de um grande evento conduzido pelos nazistas: a queima de cerca de 20 mil livros. Entre os autores-alvo dessa ação furiosa estavam Sigmund Freud, Karl Marx, Albert Einstein, Franz Kafka, Rosa Luxemburgo, Bertolt Brecht, Walter Benjamin, Marcel Proust, H. G. Wells e muitos outros, … Continuar lendo Arqueologia da ausência e espectros do passado

Tropicália e as capas de discos brasileiros dos anos 1960

A década de 1960 foi caracterizada por rupturas em diversos campos e por movimentos que visavam uma sociedade mais pacífica e igualitária. No Brasil, foi uma época turbulenta marcada por uma longa ditadura militar que se iniciava em 1964 e se enrijecia a partir de 1968, com o AI-5, tornando prisões, torturas e desaparecimentos parte do cotidiano nacional. Ao mesmo tempo, o Brasil viu surgir … Continuar lendo Tropicália e as capas de discos brasileiros dos anos 1960