Alegoria – ou mula sem cabeça: a cidade que casou com o Bispo

Guga Ferraz realiza sua primeira individual na Artur Fidalgo Galeria apresentando trabalhos inéditos, realizados desde 2014. Reconhecido principalmente pelas intervenções de caráter crítico e dissensual que executa em espaços públicos desde o ano 2000, em sua exposição, composta por desenhos e esculturas, Guga não se desvencilha de seu processo de investigação sobre / na cidade, a começar pelo título: Alegoria – ou mula sem cabeça: … Continuar lendo Alegoria – ou mula sem cabeça: a cidade que casou com o Bispo

Arte contemporânea na Escola de Belas Artes: Uma história em construção

Há uma lacuna na história da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro no que diz respeito à arte contemporânea, mais especificamente ao período de 1975 até hoje, a partir da transferência da instituição para a Ilha do Fundão durante a Ditadura Militar. A escola bicentenária é reconhecida por seu pioneirismo na implantação do ensino acadêmico de artes no Brasil. Pedro … Continuar lendo Arte contemporânea na Escola de Belas Artes: Uma história em construção

Não existe coisa mais íntima que um cu, nem mais pública do que colocá-lo na rua

Em abril do ano 2000, o Atrocidades Maravilhosas iniciava sua primeira ação no Rio de Janeiro. Vinte artistas saíam pelas ruas da cidade, de madrugada, colando centenas de cartazes que formavam imensos painéis em grandes vias e áreas de intensa movimentação de transeuntes. Os cartazes apresentavam imagens desenvolvidas a partir da pesquisa individual de cada artista, mas a proposta era comum: ocupar espaços públicos com … Continuar lendo Não existe coisa mais íntima que um cu, nem mais pública do que colocá-lo na rua

Atrocidades Maravilhosas, Zona Franca e a Escola de Belas Artes como propulsora de encontros e coletividade

Na virada do século XXI, o Rio de Janeiro assistiu à proliferação de circuitos heterogêneos de arte contemporânea, fenômeno motivado pela inconformidade ou incompatibilidade de certos artistas com o circuito institucional e pela vontade de se posicionarem ativamente diante desse sistema, adquirindo funções que nas últimas décadas estavam ligadas à figura do curador, do crítico e de outros agentes legitimadores. O circuito institucional do Rio … Continuar lendo Atrocidades Maravilhosas, Zona Franca e a Escola de Belas Artes como propulsora de encontros e coletividade

Intervenções de Martha Niklaus e a mídia de massa como espaço performático

A artista carioca Martha Niklaus apresenta na exposição Histórias de peixes, iscas e anzóis, realizada no Paço Imperial (Rio de Janeiro), um conjunto heterogêneo de trabalhos realizados entre 1993 e 2018, que são atravessados por aspectos da arte conceitual, minimalista e experimental. A curadoria, assinada por Paula Terra-Neale, privilegia trabalhos que nascem a partir do encontro com o outro e em muitos casos adquirem caráter … Continuar lendo Intervenções de Martha Niklaus e a mídia de massa como espaço performático