Por que destruímos imagens?

Trataremos aqui da violência contra as imagens. Mais especificamente da destruição de monumentos públicos e de possíveis significados desse gesto. Para tanto, é importante pontuar brevemente a relação entre imagem, morte e memória, que remonta às primeiras experiências de produção de visualidades e ainda permanece no cerne da imagem como potência simbólica. No Egito Antigo, quando morria um soberano, havia o costume de sepultar com … Continuar lendo Por que destruímos imagens?

Arte e antifascismo no jornal “O Homem Livre” (1933-1934)

Em 1933, chegavam ao Brasil notícias sobre a ascensão dos fascistas ao poder na Alemanha. Aqui, a Ação Integralista Brasileira (AIB) já se organizava desde o ano anterior, unificando grupos fascistas em diferentes partes do Brasil. Tal conjuntura fez ampliar o movimento antifascista no Brasil, à princípio radicado na capital paulista, e o fez acelerar suas ações, culminando na criação da Frente Única Antifascista (FUA). … Continuar lendo Arte e antifascismo no jornal “O Homem Livre” (1933-1934)

Entre espaço público e espaço expositivo: a arte em trânsito de Guga Ferraz

Publicado na revista Palíndromo em 2020 Com o objetivo de analisar a inserção de trabalhos de intervenção urbana em espaços institucionais, o artigo concentra-se em um conjunto de três intervenções realizadas pelo artista brasileiro Guga Ferraz em espaços públicos – Ônibus Incendiado (2003), Cidade Dormitório (2007) e Até Onde o Mar Vinha, Até Onde o Rio Ia (2010-2014) –, investigando as diferentes táticas utilizadas pelo … Continuar lendo Entre espaço público e espaço expositivo: a arte em trânsito de Guga Ferraz

Documentação e iconização do efêmero: arte contemporânea e intervenção urbana

O artigo discute o estatuto da documentação do efêmero na arte contemporânea, e em particular na intervenção urbana, considerando mais do que o caráter indicial da imagem documental, mas seu valor como ícone. Trabalhos artísticos efêmeros realizados na ausência de um público – devido a seu caráter clandestino ou à sua localização – têm sua visibilidade mediada pelas imagens técnicas, diluindo, portanto, as fronteiras entre … Continuar lendo Documentação e iconização do efêmero: arte contemporânea e intervenção urbana

Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: 20 anos de arte e mídia tática com lambe-lambes no Rio de Janeiro

Há cerca de 20 anos atrás, Alexandre Vogler começava a articular o que seria a primeira grande ação artística colaborativa de colagem de lambe-lambes no Rio de Janeiro – mídia que até então era pouco ou talvez ainda não explorada por artistas visuais cariocas. Cartazes lambe-lambe geralmente são vistos em tapumes, muros ou postes, anunciando shows, eventos, lançamentos de CDs, DVDs e serviços. Trata-se de … Continuar lendo Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: 20 anos de arte e mídia tática com lambe-lambes no Rio de Janeiro