Revisitando a Nova Figuração dos anos 1960: Dias, Barros e Gerchman
Após uma década de efervescência do abstracionismo geométrico na arte brasileira – tendência que se alinhava ao índice de modernização e industrialização do país na década de 1950 -, a figuração volta a ganhar força na década de 1960 como resposta a acontecimentos políticos, contudo, sem adotar o tom naturalista de outrora. A chamada Nova Figuração é marcada pela inclusão de objetos do mundo real … Continuar lendo Revisitando a Nova Figuração dos anos 1960: Dias, Barros e Gerchman
Cartografias do Novo Mundo: a presença e o papel da paisagem na arte da América Latina no século XIX
O século XIX, com a formação da sociedade industrial e burguesa e a consequente transformação do espaço, estabeleceu uma nova relação do homem com a paisagem e um anseio pelo reencontro com a natureza, que se traduz na arte através de paisagens românticas perpassadas pelas noções de belo, sublime e pitoresco. No Romantismo, em oposição à visão científica, que tende a perceber o mundo natural … Continuar lendo Cartografias do Novo Mundo: a presença e o papel da paisagem na arte da América Latina no século XIX
Memórias da ditadura militar no cinema de Lúcia Murat
Em 1989, poucos anos após o fim da ditadura militar no Brasil, foi lançado o filme Que Bom Te Ver Viva, de Lúcia Murat, documentário dedicado a mulheres guerrilheiras que foram perseguidas, torturadas e exiladas durante os anos de chumbo. Murat colhe depoimentos dessas testemunhas, que revelam suas experiências, traumas, angústias e detalhes de suas vidas após o fim daqueles terríveis episódios. Que Bom Te … Continuar lendo Memórias da ditadura militar no cinema de Lúcia Murat
A Desdidática de Rafael Adorján
Desensinar, desexplicar, desconfiar, desconfigurar, desconstruir, são alguns dos fins da Desdidática de Rafael Adorján, série de intervenções em slides educativos apresentada no Oi Futuro Flamengo, sob curadoria de Alberto Saraiva. O prefixo “des” é visto com predileção na obra do poeta mato-grossense Manoel de Barros, em quem Adorján se inspira para intitular seu trabalho. O artista utiliza como matéria prima diafilmes utilizados em salas de … Continuar lendo A Desdidática de Rafael Adorján
O lugar da periferia na arte contemporânea
Em 1965, Hélio Oiticica era impedido de entrar no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro acompanhado por integrantes da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, durante a abertura da emblemática exposição Opinião 65. Tratava-se da primeira apresentação pública de seus Parangolés, capas coloridas, faixas e tendas de pano que são vestidas ou seguradas pelo participante (que não mais poderia ser chamado de … Continuar lendo O lugar da periferia na arte contemporânea
