Atrocidades Maravilhosas, Zona Franca e a Escola de Belas Artes como propulsora de encontros e coletividade
Na virada do século XXI, o Rio de Janeiro assistiu à proliferação de circuitos heterogêneos de arte contemporânea, fenômeno motivado pela inconformidade ou incompatibilidade de certos artistas com o circuito institucional e pela vontade de se posicionarem ativamente diante desse sistema, adquirindo funções que nas últimas décadas estavam ligadas à figura do curador, do crítico e de outros agentes legitimadores. O circuito institucional do Rio … Continuar lendo Atrocidades Maravilhosas, Zona Franca e a Escola de Belas Artes como propulsora de encontros e coletividade
A experiência da destruição como metamorfose
O trabalho de Cristina de Pádula é processual, mutável e encara o tempo como elemento fundamental para sua construção, que se dá por meio da destruição e reaproveitamento da matéria. Em sua exposição individual realizada no Paço Imperial, com curadoria de Cezar Bartholomeu, a artista apresenta a instalação aqui, não – que também dá título à exposição –, composta por objetos geométricos e placas de … Continuar lendo A experiência da destruição como metamorfose
Intervenções de Martha Niklaus e a mídia de massa como espaço performático
A artista carioca Martha Niklaus apresenta na exposição Histórias de peixes, iscas e anzóis, realizada no Paço Imperial (Rio de Janeiro), um conjunto heterogêneo de trabalhos realizados entre 1993 e 2018, que são atravessados por aspectos da arte conceitual, minimalista e experimental. A curadoria, assinada por Paula Terra-Neale, privilegia trabalhos que nascem a partir do encontro com o outro e em muitos casos adquirem caráter … Continuar lendo Intervenções de Martha Niklaus e a mídia de massa como espaço performático
A persistência da memória em Matheus Rocha Pitta
Estela é o termo utilizado pela arqueologia para designar monumentos monolíticos onde civilizações antigas faziam inscrições ou esculturas em relevo, geralmente funerárias ou de praxe ritual, política, comemorativa, territorial, etc. Estelas funerárias remontam a diversas culturas antigas ao redor do mundo, como os egípcios, gregos, romanos, maias ou incas. Ao serem colocadas sobre os túmulos, acreditava-se garantir o bem-estar do morto e lembrar aos vivos … Continuar lendo A persistência da memória em Matheus Rocha Pitta
Dos meus comunistas cuido eu
Ao entrar na Baró Galeria, em São Paulo, o público se depara com uma faixa horizontal pintada nas paredes, percorrendo todo o espaço expositivo, numa escala de cores que vai do verde bandeira ao preto petróleo, apontando para o domínio gradual da obscuridade no contexto político nacional, que é ponto central de discussão da exposição de Lourival Cuquinha. Golpe Profundo dá o tom da mostra … Continuar lendo Dos meus comunistas cuido eu
